sábado, 24 de junho de 2017

PÉSSIMO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS ESCOLAS

Infraestrutura: o péssimo estado de conservação das escolas


Números alarmantes revelam a falta de infraestrutura das escolas brasileiras. Os alunos são os mais prejudicados




Por falta de segurança, uma escola de São Paulo teve de adiar o início do calendário letivo depois que uma vistoria do Corpo de Bombeiros encontrou extintores vencidos e fiação exposta. Em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, até março os alunos de uma instituição tinham de sentar no chão para assistir as aulas porque não havia número suficiente de carteiras. Em Campo Alegre, a 88 quilômetros de Maceió, o teto de uma sala desabou e feriu 19 estudantes em julho de 2011.

E o mais grave é que estes não são casos isolados. Eles refletem a falta de infraestrutura básica de grande parte das escolas brasileiras. Sinais de depredação - como lâmpadas estouradas, portas e janelas quebradas e carteiras em mau estado de conservação - estão presentes em 23,5% das instituições. E, se o assunto é o telhado, a demanda cresce - 36,4% das escolas necessitam de reformas na cobertura. Os dados foram coletados entre as 58 mil escolas que responderam ao questionário que acompanha a inscrição da Prova Brasil 2009 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A pedido de GESTÃO ESCOLAR, eles foram tabulados pelo economista Ernesto Martins Faria, especialista em cálculos e análises de indicadores educacionais e coordenador de projetos da Fundação Lemann, de São Paulo. Ernesto também investigou as respostas do Censo Escolar 2010 para mensurar o número de estabelecimentos públicos de Ensino Fundamental que funcionam de forma ainda mais precária: sem esgoto, energia elétrica ou banheiro. Segundo o levantamento, 8,8 mil unidades de ensino não têm nenhum sanitário, 11 mil não contam com rede de esgoto e mais de 12 mil delas dependem de geradores de energia (veja mais informações dos estudos nos boxes).



Situação das instalações físicas nas escolas
Telhado
36,4% precisam de reforma na cobertura
439 unidades não têm telhado

Sala de aula
35,6% das escolas necessitam reformar as salas de aula
10% afirmam que a iluminação não é adequada
19% relatam problemas de ventilação

Sinais de depredação
23,5% das instituições apresentam problemas como portas e janelas quebradas, brinquedos e carteiras mal conservados e paredes e muros pichados

Fonte: Dados do Questionário Saeb/Prova Brasil 2009, respondido por 58.374 escolas públicas de todo o país.


Ter um espaço acolhedor também é questão pedagógica

Diante de condições tão deficientes, não é difícil imaginar o quanto a Educação fica prejudicada. A organização e a manutenção do espaço demonstram o projeto político-pedagógico (PPP) da escola e, portanto, não podem ser ignoradas. "Para que o aluno valorize o ambiente de ensino e, logo, o conhecimento, é preciso dar atenção a esses aspectos", afirma Silvia Colello, professora da Faculdade da Educação da Universidade de São Paulo (USP). A influência das características físicas no desempenho escolar tem sido alvo de diversas pesquisas. Uma delas foi desenvolvida por Natália Sátyro, professora do departamento de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na realidade brasileira, o espaço físico interfere muito no processo de aprendizagem, principalmente nas escolas mais precárias", afirma a pesquisadora. Coautor no projeto, o economista Sergei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é categórico: "Não dá para negar que aqueles que têm aulas no escuro ou sem o mínimo de higiene aprendem menos".

Outro estudo, que relacionou o rendimento dos alunos às instalações e aos materiais pedagógicos, chegou à conclusão semelhante. Gabriela Schneider, especialista em políticas, gestão e financiamento da Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) criou o Índice de Condições Materiais da Escola (ICME) com base no cruzamento de dados do Saeb e da Prova Brasil. O levantamento, feito em 2010 para sua dissertação de mestrado, mostrou que as melhores médias estão nas escolas das redes estaduais, localizadas nas capitais urbanas, e nos estabelecimentos municipais da região Sul com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). "O sistema educacional brasileiro segue a mesma lógica da distribuição de renda e, por isso, temos unidades em patamares muito diferentes. Quanto mais humilde o local, pior a situação da escola", compara Gabriela. De fato, a maioria dos estabelecimentos sem energia, esgoto ou banheiro está localizada nos estados do Norte e Nordeste, principalmente na zona rural - que detém os piores números de IDH do país.



Condições precárias no ambiente de ensino
Números mostram que o Sul e o Sudeste têm as melhores infraestruturas e o Norte do país é a região mais carente

Sem energia elétrica
10% das escolas não possuem eletricidade (total de 13 mil)
17,5% das unidades da área rural enfrentam a falta de luz

Escolas afetadas por região
31,23% do Norte
10,29% do Nordeste
3,12% do Centro-Oeste
0,77% do Sudeste
0,32% do Sul

Sem esgoto
8,6% das escolas (total de 11.027)
14,7% das unidades da área rural

Escolas afetadas por região
22,67% do Norte
9,94% do Nordeste
2,25% do Centro-Oeste
1,11% do Sudeste
0,52% do Sul

Sem banheiro
6,87% das escolas (total de 8.805)
11,1% das unidades da área rural

Escolas afetadas por região 12,96% do Norte
9,4% do Nordeste
2,10% do Centro-Oeste
1,41% do Sudeste
0,65% do Sul

Fonte: Censo Escolar 2010


Avanços dependem de financiamento público e da autonomia do diretor

Mudar esse cenário de descaso é urgente e os pesquisadores são unânimes: a resolução dos problemas básicos, como falta de esgoto e água encanada, requer, principalmente, investimentos concentrados nas regiões mais desprovidas. "A Constituição estabelece o regime de cooperação. O Governo Federal faz repasses, mas em muitos casos eles são insuficientes. Principalmente nos pequenos municípios e naqueles com muitas unidades rurais", afirma Gabriela Schneider, da UFPR. "Nesses locais, as redes locais assumiram a responsabilidade pelo Ensino Fundamental, mas sem nenhuma estrutura. A falta de esgoto não se limita à escola, mas à cidade inteira."

E, nesse ponto, todos têm o seu quinhão de responsabilidade. O Governo Federal atua por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) - ferramenta de planejamento que ajuda as redes de ensino a avaliar seus problemas e, posteriormente, receber assessoria técnica e recursos do Ministério da Educação (MEC) para implementar as mudanças. O programa permite diagnosticar questões de infraestrutura por meio do Levantamento da Situação Escolar (LSE).

Para tanto, os secretários de Educação precisam responder a questionários com dados indicativos da realidade de cada instituição e as estimativas de investimentos para atender aos padrões mínimos de funcionamento - do abastecimento de água às condições de acessibilidade. Estados e municípios também devem disponibilizar programas voltados à infraestrutura: a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por exemplo, atendeu 2,3 mil escolas em 2011 por meio do Plano de Manutenção. O projeto inclui visitas periódicas às unidades da rede para verificar telhados, instalações hidráulicas e elétricas, muros, pisos, janelas e vidros e identificar a necessidade de reparos.

E você, diretor, tem um papel fundamental nesse processo. Comunicar a rede de ensino sobre falhas na estrutura física, colaborar no levantamento dos dados e cobrar a aplicação adequada dos recursos são suas atribuições. "Como administrador político da escola, o diretor e sua equipe devem orquestrar a mobilização, promover uma comissão de pais e mesmo falar com as autoridades públicas para garantir o bom funcionamento da instituição", afirma Ângelo Ricardo de Souza, professor do Núcleo de Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Nos casos dos consertos corriqueiros, a supervisão deve ser ainda mais rigorosa. Detalhes que podem parecer insignificantes, como um brinquedo enferrujado ou um fio desencapado, provocam a maioria dos acidentes graves - que, inclusive perante a lei, são de responsabilidade do gestor. Para esses serviços, existem recursos específicos. Um deles, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), do MEC, é direcionado às instituições públicas de Educação Básica. A verba, estipulada pelo número de matriculados, deve ser utilizada na melhoria da estrutura pedagógica e em obras de conservação e manutenção.

O bom proveito dessas verbas, no entanto, depende da expansão dos programas de formação na área de administração financeira. "Diretores bem preparados sabem exigir melhorias nas políticas de repasse e fazer com que sejam aperfeiçoadas", diz Célio da Cunha, especialista em políticas educacionais da Universidade de Brasília (UnB). Ele acredita que, quanto mais autonomia a escola adquire na gestão, mais condições terá de resolver os seus problemas. A tarefa não é simples - mas também não é impossível. Prova disso são as histórias que você lerá nas páginas seguintes: quatro diretoras conseguiram, de formas distintas, superar problemas de infraestrutura e proporcionar melhorias à qualidade da Educação brasileira.







A INFRAESTRUTURA DE ESCOLAS BRASILEIRAS


VIGILANTES E AGENTES ESCOLARES


SEGURANÇA ESCOLAR


AUDITORIA DE SEGURANÇA EM ESCOLAS

 

O BRASIL É NOSSO !


REFORMAS EM ESCOLAS E UNIVERSIDADES


A ESCOLA CONTRA A DEPRESSÃO


BICICLETÁRIOS EM ESCOLAS


INVERNO


segunda-feira, 29 de maio de 2017

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ESCOLAS SÃO ALVO DE ASSALTANTES

Em três meses, 97 escolas públicas são alvo de assaltantes


Escolas da rede estadual e municipal de Manaus estão cada vez mais vulneráveis às ações criminosas de assaltantes. Um levantamento feito pelo Centro de Operação de Segurança Escolar (Cose), responsável pela segurança patrimonial das unidades de ensino da rede municipal de Manaus, mostra que somente nos três primeiros meses deste ano, já foram cometidos 97 assaltos nas instituições de ensino.
Dados mais precisos revelam que em janeiro de 2017 foram registradas 32 ocorrências. No mês de fevereiro, esse índice caiu para 28, subindo para 37 ocorrências no mês de março. Ainda não há números referentes ao mês de abril, uma vez que o relatório está sendo finalizado. Geralmente, a maioria das ocorrências são registradas no turno noturno, quando a escola já está fechada, informou a Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Entre as zonas com os maiores índices de assaltos em escolas estão a Norte e Leste da capital. A última ocorrência foi registrada na quinta-feira (27), quando alunos da escola estadual Professor Roberto dos Santos Vieira foram assaltados na quadra poliesportiva da unidade, localizada no bairro Nova Cidade.
Para combater esse tipo de crime e inibir as ações dos criminosos, parcerias estão sendo feitas entre as unidades educacionais, Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e Polícia Militar (PM), para que sejam reforçadas as rondas policiais nas imediações das escolas municipais, principalmente em horários de entrada e saída dos estudantes.
De acordo com informações da Semed, os gestores das unidades possuem os telefones dos comandantes da Companhia Interativa Comunitária (Cicom) dos bairros em que estão localizadas, para solicitar apoio em caso de necessidade. O Cose também possui um sistema de inteligência e monitoramento, com câmeras de segurança, que também presta apoio às unidades de ensino e, quando necessário, fornecem as imagens das câmeras de segurança à polícia para auxiliar em possíveis investigações.

Prevenção
Por sua vez, a Polícia Militar informou que, em todas as áreas escolares da capital e em parceria com as unidades de ensino localizadas no interior do Estado, realiza o Ronda Escolar não somente com o objetivo de prevenir e reprimir a criminalidade no ambiente escolar, mas colaborar com apoio na formação social dos estudantes, com palestras e orientações sobre segurança e prevenção às drogas. A PM destacou que as operações policiais são contínuas e divulgados os efeitos à sociedade constantemente em todos os meios de comunicação social. Especialmente em fins de semana prolongados, são intensificadas, com reforço no policiamento, as operações: Águia, Catraca, Fecha Quartel, Vitória Régia e inúmeras em conjunto com os demais órgãos de segurança pública.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Ivo Martins, informou que a Policia Civil do Amazonas está realizando um banco de dados com informações de possíveis infratores que praticam roubos ou furtos em escolas estaduais e municipais da capital.
“A Polícia Civil, assim que é acionada após o delito, tem procurado atuar, tal como fez no assalto da escola no bairro Nova Cidade, onde um menor, autor do delito, foi apreendido e encaminhado para a Delegacia Especializada na Apuração de Atos Infracionais (Deaai). Estamos fazendo nossa parte, que é a de Polícia Judiciária, investigando as ocorrências após os delitos”, disse o delegado-geral adjunto, Ivo Martins.
Martins destacou, ainda, que a contratação de vigilantes, por parte das instituições de ensino, é uma forma de inibir as ações dos infratores. Já a Secretária de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) disse apenas que as polícias realizam ações rotineiras nas proximidades de escolas.
A Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM) informou que não atua no levantamento relacionado a índice de assaltos nas unidades da rede estadual e que ocorrências de práticas criminosas são repassadas à SSP-AM .

Gerson Freitas
EM TEMPO

AUTOMAÇÃO PREDIAL EM ESCOLAS


ATAQUES AO SETOR DE EDUCAÇÃO


TODOS PELA ESCOLA


GRUPO ESCOLAR


ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA


CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA ESCOLAR


Desde sua implantação em abril de 2016, pela primeira vez, representantes de escolas públicas de São João da Barra participaram da reunião do Conselho Comunitário de Segurança Escolar. O encontro, no 8º Batalhão de Polícia Militar, em Campos dos Goytacazes, na quarta-feira, 10, teve por objetivo aproximar a instituição policial da comunidade escolar.
Para o chefe do Setor de Planejamento e Operações do 8º BPM, capitão Márcio Rosa, que representou o comandante Fabiano Santos de Souza, a criação do Conselho vem propiciando um fórum permanente de discussão próprio e especializado visando soluções em conjunto para os problemas na comunidade escolar.
– A ideia é descentralizar as reuniões nos municípios de abrangência do 8º Batalhão, que acontecem sempre na segunda quarta-feira do mês – disse Márcio, acrescentando que dessa forma haverá mais interação dos órgãos policiais com a população.
A secretária de Educação e Cultura de São João da Barra, Lúcia Siqueira, resumiu o Conselho como fundamental para debater junto à Polícia Militar possíveis parcerias com o intuito de minimizar os problemas relacionados à violência e à criminalidade nas imediações das escolas, coibindo assim o tráfico de drogas e outros atos ilícitos.
“Estamos aqui para apurar denúncias dentro e fora das escolas, proporcionar a troca de experiência entre professores e diretores e unificar ações de combate a práticas ilícitas”, pontuou o secretário de Ordem Pública de São João da Barra, Maxwell Araújo, enfocando que a meta é intensificar a ronda escolar da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar, e realizar dentro das escolas palestras educativas e preventivas contra o uso de drogas e outros temas.
O responsável pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) na Área do 6º Comando de Policiamento de Área (CPA), subtenente João Alves, participou da reunião. O subsecretário Municipal de Ordem Pública de São João da Barra, Rodrigo Machado, o inspetor da Guarda Civil Municipal, Marcelo Reis, e o gerente de Ordem Pública, Phillipe Nicácio Oliveira, também estavam presentes.
O encontro contou ainda com professores, diretores de escolas, pedagogos e psicólogo de São João da Barra, e representantes da Escola Técnica Estadual João Barcelos Martins, da Escola Técnica Estadual Agrícola Antônio Sarlo e do Pólo Avançado da FAETEC no Norte Fluminense.


ROUBO DE CELULARES EM ESCOLAS DE SANTARÉM

 

Medidas para dar mais segurança em escolas públicas são debatidas em Santarém

Encontro foi motivado pelos casos de crimes em escolas do município. Segundo a PM, atualmente duas viaturas fazem a segurança nas escolas. 


ESPAÇO ESCOLAR


ESCOLAS


PRECONCEITO